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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Café: Nesta 2ª feira, NY eleva perdas da sessão anterior; oeste de Minas Gerais e Cerrado recebem chuvas volumosas


A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou esta segunda-feira (8) elevando as perdas da sessão anterior. O vencimento dezembro/14 registrou 177,05 cents de dólar por libra peso, o março/15 anotou 178,05 cents/lb, o maio/15 teve 180,60 cents/lb, ambos os contratos com recuo de 205 pontos. O vencimento julho/15 encerrou a sessão cotado a 183,00 cents/lb com 200 pontos negativos.
De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, a semana no mercado cafeeiro começou de forma lenta. “Os investidores estão se baseando na recente escalada cambial no Brasil aliada as chuvas nas regiões produtoras e por fim, a gordura especulativa ainda existente das carteiras de investimentos e resolveram liquidar posições no mercado”, explica.
Ainda de acordo com Magalhães, o mercado vem registrando poucos negócios nos últimos dias com a virada do ano fiscal e as volatilidades são mais ou menos esperadas pelos envolvidos. “Para os próximos dias quiçá semanas a tônica deverá prevalecer e desta forma não são esperados grandes movimentos especulativos e muito menos, postura vendedora no mercado interno”, afirma o analista.
De acordo com mapas climáticos da Somar Meteorologia, nesta semana, áreas de instabilidade trazem muita nebulosidade e chuvas em forma de pancadas para o cinturão produtivo de café. As precipitações, no entanto, devem ser irregulares sobre o Sudeste, com volumes maiores para o oeste de Minas Gerais e região do Cerrado.
No mês de dezembro, as cidades produtoras de café atendidas pela Cooxupé registraram volume regular de chuvas. Em Serra do Salitre-MG, a precipitação nos oito primeiros dias do mês foi de 74,8 mm. A cidade que menos registrou chuvas no período foi Caconde-SP com acumulado de 1,6 mm.
O CeCafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) divulgou nesta segunda-feira  seu Balanço das Exportações. O material mostra que a receita cambial relativa às exportações brasileiras de café no mês de novembro deste ano (US$ 594,594 milhões) foi 55,1% superior à registrada no mesmo período em 2013 (US$ 383,405 bilhão), representando um acréscimo de US$ 211,189 milhões. O volume, por sua vez, apresentou um aumento de 11,7% na mesma base comparativa. Foram exportadas 3.015.194 sacas (verde, torrado & moído e solúvel), contra 2.699.059 em novembro do ano passado.
Mercado interno
Nas praças de comercializam os preços seguem firmes com variação pontual e poucos negócios sendo realizados com a virada do ano fiscal.
O tipo cereja descascado teve maior variação na cidade Espírito Santo do Pinhal-SP, onde a saca está cotada a R$ 490,00 e teve queda de 2,00%. A cidade com maior valor de negociação foi Franca-SP com saca valendo R$ 560,00, mesmo valor da sexta-feira.
O tipo 4/5 de café arábica não apresentou variação em nenhuma praça de comercialização em relação ao dia anterior de negócios. A cidade com maior valor de continua sendo Guaxupé-MG com saca cotada a R$ 545,00.
O tipo 6 duro anotou maior valor em Guaxupé-MG mesmo com preço estável, na localidade a saca está cotada a R$ 492,00. A cidade com oscilação mais expressiva no dia foi Espírito Santo do Pinhal-SP com alta de 2,27% e R$ 450,00 a saca.
Na sexta-feira (5), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou queda de 1,25% e está cotado a R$ 453,81 a saca de 60 kg.
Tipo 4/5 opera no campo misto na Bovespa
As cotações do café arábica tipo 4/5 encerraram a sessão desta segunda-feira no campo misto. O vencimento dezembro/14 encerrou o dia com US$ 218,00 a saca de 60 kg estável em relação à sessão anterior, o março/15 anotou US$ 218,00 com recuo de 0,82% e o vencimento setembro/15 fechou com desvalorização de 0,66% cotado a US$ 227,50.
Liffe também registra baixa em Londres
As cotações do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) fecharam no negativo. O contrato janeiro/15 está cotado a US$ 2013,00 por tonelada com desvalorização de US$ 25, o março/15 teve US$ 2032,00 por tonelada e queda de US$ 21 e o maio/15 anotou US$ 2050,00 por tonelada com recuo de US$ 16.
Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

CNC DIVULGA BALANÇO SEMANAL 01 A 05/12/2014


BALANÇO SEMANAL — 1º a 05/12/2014

 — Expocaccer e CCCMG realizam investimentos em prol do fortalecimento e da promoção da cafeicultura.


INVESTIMENTOS — Na semana passada, tivemos a honra de participar de dois importantes eventos, os quais demonstram a preocupação dos diversos elos da cadeia produtiva brasileira do café com o futuro da atividade e, em especial, com o pensamento de que haverá sustentabilidade em seu tripé socioeconômico-ambiental.

A Expocaccer, Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado, em 28 de novembro, iniciou um novo tempo. A entidade inaugurou uma sede administrativa moderna e imponente, condizente com a estrutura de serviços e com seu posicionamento no mercado e, também, a “Cafeteria Dulcerrado”, um ambiente sofisticado e acolhedor, bastante propício para receber os apaixonados por café, possibilitando a degustação das bebidas elaboradas através dos grãos da Região do Cerrado Mineiro.

Fundada em setembro de 1993, a Expocaccer, hoje, é a maior unidade armazenadora do Cerrado Mineiro, contribuindo sobremaneira para a promoção dos cafés da região, pois leva a diversas partes do mundo a qualidade dos produtos. Com oito armazéns e três galpões – certificados pela UTZ Certified, Café da Região do Cerrado Mineiro, Rainforest Alliance, Fairtrade, 4C e Inmetro – dentro do seu complexo, a Cooperativa tem capacidade para armazenar mais de 800 mil sacas. Além disso, está em construção uma nova estrutura que permitirá o estoque de mais 600 mil sacas.

O Conselho Nacional do Café enaltece o trabalho de excelência desenvolvido por um de seus associados, recordando que a Expocaccer vem ao encontro dos princípios de sua criação, que é atender ao anseio dos produtores do Cerrado Mineiro em ter uma instituição com espaço para armazenamento próprio, que os represente política e institucionalmente em colegiados como o CNC, e também ofereça suporte técnico e comercial aos cooperados nos mercados interno e externo, fatores que a credenciam como uma das 400 principais instituições do agronegócio brasileiro, sendo a quinta no segmento do café.

A outra inauguração de destaque foi a sede própria do Centro do Comércio do Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), também em 28 de novembro. Fundado em 1980, oferece diversa gama de serviços ao setor, entre os quais os de classificação e degustação, emissões de laudos e avaliações técnicas para concursos de qualidade, auditoria de estoques, emissão de certificados de origem, assistência técnica junto às unidades armazenadoras, além, logicamente, de todo o suporte na comercialização e na promoção de nossos cafés.

O Centro, ao longo de seus 34 anos, tem atuado com eficiência e dedicação em apoio à cafeicultura brasileira, com uma de suas grandes realizações tendo sido a criação do Porto Seco de Varginha, o que contribuiu para a realização de todos os trâmites para que se concretizassem as exportações de café diretamente do interior de Minas Gerais.

Para nós, do CNC, é motivo de orgulho ver o CCCMG crescendo e se estruturando a cada ano, pois o fortalecimento do Centro é, consequentemente, o fortalecimento de todos os atores da cadeia produtiva do café, com agregação de valor a todos os elos.

O Conselho Nacional do Café congratula a Expocaccer e o CCCMG por esses relevantes investimentos em prol de uma cafeicultura brasileira ainda mais sustentável, iniciativa com as quais temos vínculo, haja vista que mantemos nossa atuação com foco nas melhorias para todos os segmentos do agronegócio café no País.

MERCADO — Os futuros do arábica acumularam perdas nesta semana, pressionados pelo aumento da umidade nas regiões produtoras brasileiras, pelo real desvalorizado e também por fatores técnicos.

Segundo a Somar Meteorologia, a frente fria que se deslocou do Sul do Brasil nos últimos dias trouxe chuvas para o Paraná e também para São Paulo. A perspectiva para o final da semana é de enfraquecimento dessa frente fria, com ocorrência de pancadas de chuva típicas de verão, concentradas principalmente no cerrado.

Quanto ao câmbio brasileiro, o real se mantém enfraquecido ante o dólar, mesmo após a alta de 0,5% da taxa de juros básica da economia (Selic) para 11,75%. Ontem, após o Banco Central sinalizar parcimônia nos futuros aumentos dos juros, a divisa norte-americana foi cotada a R$ 2,5898, com alta acumulada de 0,7% na semana.

Especulações sobre a possibilidade dos fundos de índice liquidarem suas posições no mercado de arábica negociado na ICE Futures US, um movimento típico para o início do ano, também contribuem para a desvalorização das cotações do café.

De acordo com o relatório semanal da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), os fundos de índice reduziram o saldo líquido comprado, de 42.536 lotes em 18 de novembro, para 39.656 lotes no dia 25. Por outro lado, o saldo líquido comprado dos fundos de investimento cresceu 16%, atingindo 35.433 lotes na semana encerrada em 25 de novembro.

O vencimento dezembro do Contrato C, negociado na Bolsa de Nova York, foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,8245 por libra-peso, acumulando desvalorização de 500 pontos em relação ao final da semana anterior. Na ICE Futures Europe, o vencimento janeiro/2015 dos futuros do café robusta encerrou a sessão de ontem a US$ 2.048 por tonelada, com perdas de US$ 26 desde a última sexta-feira.

Quanto ao mercado físico brasileiro, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que as negociações foram fracas nos últimos dias, com os produtores aguardando novas altas nos preços. Ontem, os indicadores calculados pela instituição para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 459,55/saca e a R$ 281,24/saca, respectivamente, com variação de 2,5% e -0,2% no acumulado da semana.

O Cepea também chama atenção para a consistente valorização do café conilon no Brasil, com as cotações do indicador desta variedade registrando alta por quatro meses consecutivos até o final de novembro. No ano, o crescimento é de 40% e foi impulsionado pela valorização dos preços do café arábica e pelo aquecimento da demanda dos exportadores.


Atenciosamente, 

Silas Brasileiro
Presidente Executivo do CNC



CCCMG

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