RELOGIO

domingo, 18 de junho de 2017

CNC reitera necessidade de custos da sustentabilidade da cafeicultura serem divididos entre todos os segmentos da atividade



COMPARTILHAR CUSTOS DA SUSTENTABILIDADE — Nos dias 8 e 9 de junho, o Conselho Nacional do Café participou do 7º Coffee Dinner & Coffee Summit, realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em São Paulo (SP). A cada edição, o evento se transforma em uma das principais plataformas para a troca de informações e experiências, contando com plateia e palestrantes atualizados e que bem debatem e traduzem os cenários mercadológico, de pesquisa, tecnologia e da sustentabilidade.

Aproveitando a oportunidade, também nos reunimos com a diretora executiva da Plataforma Global do Café (GCP, em inglês), Annette Pensel, e participamos da reunião do Conselho Consultivo Nacional da iniciativa. Esclarecemos a todos os segmentos da cadeia produtiva e demais membros do fórum que a sustentabilidade da cafeicultura deve ser compartilhada entre todos os elos, com os custos não ficando, como atualmente, exclusivamente com o setor da produção.

O presidente executivo do CNC, deputado federal Silas Brasileiro, defendeu o compartilhamento de responsabilidades e sugeriu o ingresso dos representantes do segmento de fabricação de insumos na Plataforma Global do Café, pois entende que essas empresas também são responsáveis pelo processo de ensino e evolução do homem do campo.

Ainda nessa linha, sugerimos que sejam criados indicadores de boas práticas também para a ponta compradora, de maneira que seja, por exemplo, incentivado o comércio sustentável, dentro do qual a indústria se torna parceira em ações no campo para reduzir custos e preservar a saúde do trabalhador e o meio ambiente.

Essa medida, conforme o presidente do CNC, faz-se necessária porque a produção não pode arcar sozinha com todos os custos que envolvem a ampla e total adoção de boas práticas ambientais e sociais no campo, na velocidade requerida pela ponta compradora. Entendemos que isso implica ampla escala de treinamentos e capacitações, que dependem de elevados investimentos em assistência técnica, extensão rural, promoção da saúde e segurança do trabalhador e preservação do meio ambiente.

Dessa maneira, Silas Brasileiro indica que a indústria, que se beneficia dessas boas práticas no meio rural, preservando sua imagem perante os consumidores, precisa ser parceira dos produtores e dividir os custos da implantação da sustentabilidade no campo.

Por fim, como reconhecimento da Plataforma Global do Café para o avanço sustentável nas lavouras, também com vista à promoção das responsabilidades ambiental, social e econômica do Brasil na atividade cafeeira, o CNC demonstrou alinhamento entre seus associados e ampliará o número de cooperativas que integrarão a GCP.

MERCADO — Nesta semana mais curta no Brasil, devido ao feriado de Corpus Christi, os futuros do arábica apresentaram baixa volatilidade, com foco nas rolagens de posição para o vencimento setembro. O andamento da colheita brasileira e os movimentos da moeda norte-americana continuam sendo as principais influências sobre o mercado.

Ontem, o dólar comercial foi cotado a R$ 3,3083, com alta de 0,5% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior. O movimento do câmbio tem sido influenciado pela cautela dos investidores frente ao cenário político brasileiro.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que a colheita de arábica deverá se intensificar na segunda quinzena de junho. As regiões onde os trabalhos estão mais avançados são o Cerrado Mineiro e o Noroeste do Paraná, com 13% da produção colhida. No Sul de Minas, Zona da Mata Mineira e Mogiana, o percentual alcançado é de 10%. Em relação à variedade conilon, a instituição estimou que 90% e 50% dos grãos já foram colhidos, respectivamente, em Rondônia e Espírito Santo.

Apesar das precipitações da ordem de 15 milímetros ocorridas ontem no Norte do Paraná, no Oeste de São Paulo, na Baixa Mogiana e no Sul de Minas Gerais, a Somar Meteorologia prevê que o tempo seco retornará a partir da sexta-feira na maior parte das áreas cafeicultoras.

Na ICE Futures US, o vencimento setembro do Contrato C foi cotado, na terça-feira, a US$ 1,2865 por libra-peso, com queda de 20 pontos em relação ao fechamento da semana passada. O vencimento setembro do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 2.040 por tonelada, acumulando valorização de US$ 19 na comparação com a última sexta-feira.

No mercado físico nacional, os negócios seguiram fracos. Os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 451,04/saca e a R$ 418,55/saca, sem variações significativas em relação ao fechamento da semana anterior.



Atenciosamente,

Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Vitória dos produtores: governo suspende importação de café

O presidente das Comissões Nacional e Estadual do Café da CNA e da FAEMG, Breno Mesquita, considerou uma vitória para os cafeicultores brasileiros a suspensão da importação do conilon, anunciada nesta terça-feira, 21, pelo presidente Michel Temer: “A movimentação da CNA, da FAEMG e dos parlamentares foi fundamental à defesa da cafeicultura nacional. Essa decisão demonstra claramente que, a despeito de resolver o problema da indústria, a importação criaria problemas para os produtores de café de todo o país, não somente os que produzem conilon”.
 
 
Mesmo com a suspensão da importação, Breno Mesquita disse que a luta dos cafeicultores em defesa do produto nacional não pode cessar. Ele alerta que é importante a união dos produtores para evitar novas ameaças de importação do grão. “É preciso ressaltar que todos os cafeicultores do Sul de Minas, Cerrado, Matas de Minas, Chapadas, Espírito Santo, Bahia, Rondônia, São Paulo e do Paraná foram unânimes contra a importação, por entenderem que temos café suficiente para atender a indústria. A união de todos os cafeicultores foi decisiva para atingirmos nosso objetivo”.
 
Como os cafeicultores foram surpreendidos com a notícia da liberação da importação, pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Breno Mesquita diz que todos os produtores devem ficar atentos aos próximos movimentos do governo sobre a importação de café, para não serem surpreendidos novamente: “Vamos continuar monitorando a situação, sem perder a motivação para defender a cafeicultura brasileira, que muito contribui para o desenvolvimento do país, com a geração de emprego e renda”.




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