RELOGIO

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Irrigação consciente e proteção


Estado de Minas

Responsáveis por 55,98% da demanda de água em Minas Gerais, os sistemas de irrigação representam mais do dobro do consumo humano (21,82%) e operam a um ritmo quatro vezes superior ao das necessidades da indústria (13,34%), segundo informações da Semad (ecretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Para orientar o produtor rural, diante dos prejuízos que a agricultura irrigada está sofrendo, a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) recomenda equipamentos 50% mais econômicos.
 
A irrigação localizada é considerada a mais adequada, de acordo com a instituição. “Ela é indicada nas áreas de produção de hortaliças, frutas e café”, explica João Carlos Guimarães, coordenador técnico estadual de Irrigação e Recursos Hídricos da Emater-MG. O produtor pode optar tanto pelo gotejamento quanto pela microaspersão.
 
O sistema mais econômico é aplicado ao pé da planta e usa água em pequenas quantidades. “Se o gotejamento for a opção, a água é disponibilizada por intermédio de mangueiras, com pequenos furos que ficam espaçadas pela lavoura, junto às fileiras de plantas”, destaca João Carlos. Segundo o especialista, a economia chega a 50% em relação aos métodos convencionais. Quando a alternativa escolhida for a dos microaspersores, o produtor poderá reduz a quantidade de água usada entre 25% e 30%.
 
Para os agricultores, no entanto, adotar esse sistema pode ser mais caro. “O método custa em média R$ 12 mil por hectare, mas compensa porque, dependendo da cultura com que se trabalha, há rendimento de valor”, afirma o especialista da Emater-MG. De acordo com o analista de agronegócio da Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Caio Coimbra, há também o desperdício. “É preciso ser consciente. Cada produtor tem o seu limite de uso da água, mas o agronegócio ainda não está preparado para um racionamento”, diz.
 
Descarga elétrica Fenômeno geralmente associado às tempestades, os raios de luz são descargas atmosféricas com impactos às vezes drásticos, como o ocorrido em 31 de janeiro na Fazenda Feliciano Campos, localizada em Alto Rio Doce, distante 45 quilômetros de Barbacena, na Região Central de Minas.   Descarga elétrica, que ocorre entre nuvens ou entre nuvem e solo, atingiu e provocou a morte de 10 novilhas da raça nelore que dariam cria em maio próximo. Um touro também foi atingido.
 
Nas estimativas do administrador da fazenda, Luiz Antônio de Almeida Carvalho, o prejuízo  se aproxima de R$ 35 mil, num momento em que os proprietários iniciavam um processo de recria. O caso assustou e surpreendeu na região, em que não há histórico de fenômenos como o ocorrido. A situação enfrentada em Alto Rio Doce serve de alerta para os produtores rurais tentarem proteger as propriedades.
 
Cartilha de orientações editada pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) recomenda a presença de um profissional especializado para analisar medidas de proteção da rede de baixa tensão. Para-raios instalados nas edificações têm como objetivo escoar a descarga elétrica para a terra. O aterramento – fio terra que é ligado às hastes metálicas fincadas no solo serve para escoar a eletricidade que acidentalmente atinge os equipamentos ou a instalação, como raios, sobretensão e curto-circuito.
 
Ao erguer cercas de arames, os produtores devem instalar isoladores (seccionadores) e aterrar os arames. Se algum fio elétrico cair sobre a cerca, o aterramento escoará a energia para a terra. Naquelas situações de reforma de cercas em divisas de terrenos e piquetes debaixo das redes de energia elétrica, os seccionamentos não devem ser eliminados. Eles atuam na proteção contra choques, ocorrência de queda de cabo energizado e descarga atmosférica.

Estiagem vai comprometer safra e qualidade do café neste ano


Diário do Comércio

O CNC (Conselho Nacional do Café) tem mantido contatos com as cooperativas de cafeicultores, inclusive com representantes da entidade visitando as lavouras, para avaliar os efeitos das adversidades climáticas do ano passado, acrescidas do veranico de janeiro deste ano, sobre os cafezais brasileiros.
 
"ɐ nítida, até o momento, a menor quantidade de frutos nos pés, com a má formação das rosetas, bem como a desuniformidade dos grãos, o que, inegavelmente, já impactará de forma negativa no volume a ser colhido em 2015. Teremos uma ideia real do tamanho que essa quebra poderá ter somente no final deste mês, quando a Fundação Procafé finalizará as pesquisas de campo que está realizando a pedido do CNC", ressaltou, em nota, o presidente da entidade, Silas Brasileiro.
 
Conforme o dirigente, observou-se, neste início de mês, o retorno das precipitações em algumas regiões do cinturão produtor, mas as chuvas vieram em volumes aquém da média para o período e de forma intercalada, não sendo suficientes para a recuperação do armazenamento de água no solo.
 
"Por outro lado, devemos monitorar a questão climática e aguardar que as precipitações voltem em sua escala normal, de maneira que os frutos do café possam completar seu ciclo de granação e não registrarmos uma quebra ainda maior na colheita deste ano", observou.
 
De acordo com Brasileiro, outro reflexo que foi observado nas lavouras do país, devido ao clima irregular, foi o menor desenvolvimento dos internódios do cafeeiro que, em média, encontram-se com um atraso de dois a quatro nós em seu crescimento, totalizando cerca de seis nós, quando, para esta época do ano, normalmente deveriam somar de oito a 10.
 
"Esse cenário se justifica pelo estresse hídrico de 2014 e pelo atraso das chuvas neste ano, os quais não permitirão que seja observado o crescimento padrão de aproximadamente 15 nós ao ano e, conseqüentemente, comprometerá a produção 2016, haja vista que são nesses nós que nascem os frutos das safras futuras", avaliou.
 
Mercado
 
No início deste mês, as cotações futuras do café apresentaram discreta recuperação, com os investidores voltando a se preocupar com os impactos das perdas da safra 2015 do Brasil no equilíbrio entre oferta e demanda mundial e, também, com a perspectiva de uma baixa produção em 2016. Embora tenha chovido em parte das regiões produtoras nacionais, especialmente em Minas Gerais, especialistas consideram que os danos derivados do clima quente e seco dos últimos meses já são irreversíveis.


Reforçando o cenário de aperto de oferta, as exportações brasileiras de café continuaram elevadas em janeiro, pressionando ainda mais os estoques. Segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), o país embarcou 2,725 milhões de sacas de 60 kg de café verde no mês passado, volume 7% superior ao de janeiro de 2014. A receita cambial apresentou elevação de 61% no período, para US$ 546 milhões ante os US$ 339 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

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