RELOGIO

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

CNC DIVULGA BOLETIM CONJUNTURAL DO MERCADO DE CAFE DE OUTUBRO DE 2014



Boletim Conjuntural do Mercado de Café
— Outubro de 2014 —


* Silvia Pizzol

O atraso na chegada de chuvas bem distribuídas e com volumes significativos sobre as regiões produtoras brasileiras garantiu a valorização dos preços do arábica na primeira quinzena de outubro.

O elevado déficit hídrico e a situação de seca de ramos e desfolha em algumas áreas produtivas geraram preocupações quanto ao aperto na oferta de café na próxima temporada, levando os fundos a aumentarem suas posições compradas na ICE Futures US. Com isso, o Contrato C chegou a operar acima dos US$ 2,2 por libra-peso nas duas primeiras semanas de outubro, atingindo o maior valor de fechamento para o vencimento mais líquido desde janeiro de 2012.

Porém, o início do período de chuvas, o real desvalorizado e as preocupações quanto ao menor crescimento da economia global em 2015 motivaram os fundos de investimento a ajustarem o elevado saldo líquido comprado no mercado futuro e de opções de café da Bolsa de Nova York. Consequentemente, os ganhos foram devolvidos e as cotações, no final do mês, retornaram ao patamar registrado nos últimos dias de setembro.

As chuvas trazem alívio aos cafezais castigados pela prolongada estiagem e altas temperaturas, estimulando novas floradas, após o abortamento observado em grande parte das regiões produtoras. No entanto, o elevado déficit hídrico registrado em importantes origens nacionais e a falta de uniformidade das floradas resultarão em perdas na safra 2015/16 do Brasil, cujo tamanho somente poderá ser avaliado a partir do último mês do ano.

No acumulado de outubro, o vencimento dezembro do Contrato C da ICE Futures US registrou queda de 535 pontos, sendo cotado a US$ 1,88 por libra-peso no último dia do mês passado. A cotação média mensal, de US$ 2,0505, foi 81,8% superior à média do mesmo período de 2013.

Os estoques certificados de café da Bolsa de Nova York caíram 10 mil sacas, encerrando o mês em 2,37 milhões de sacas. Esse volume é 12,5% inferior ao registrado em outubro de 2013, de 2,71 milhões de sacas.

 

O mercado futuro do café robusta negociado na ICE Futures Europe apresentou comportamento semelhante ao do arábica em Nova York, porém encerrando outubro com valorização. O vencimento janeiro/2015 foi cotado a US$ 2.048 por tonelada no último dia do mês, acumulando alta de US$ 41 em relação ao fechamento de setembro. A cotação média mensal, de US$ 2.101/t, foi 29,2% superior à do mesmo período do ano passado.

Os estoques certificados de robusta monitorados pela ICE Europe mantiveram a tendência de recomposição de volumes, atingindo 2 milhões de sacas no final do mês, ante 1,87 milhão de sacas registradas nos últimos dias de setembro. Os estoques se encontram em patamar 128% superior ao apurado no mesmo período do ano anterior.

Com a valorização mais acentuada do arábica no início do mês, a arbitragem entre os terminais de Nova York e Londres chegou a atingir o valor mais alto do ano, de US$ 1,2 por libra-peso. Porém, com os preços do arábica pressionados a partir de meados de outubro, a arbitragem voltou a estreitar-se, encerrando o mês a US$ 0,95.

  

No Brasil, o dólar manteve a tendência de apreciação ante o real, principalmente em função das especulações relativas ao mês eleitoral e da piora do quadro fiscal do País. A moeda norte-americana encerrou o mês com alta acumulada de 1,5%, sendo cotada a R$ 2,477 no último dia de outubro.

Seguindo o comportamento internacional, os preços domésticos do café arábica acumularam desvalorização no mês e o ritmo dos negócios enfraqueceu. No fechamento de outubro, o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para o café arábica foi cotado a R$ 442,90/saca, com queda de 5,7%. Já o indicador do conilon valorizou-se em 3,8%, encerrando o mês a R$ 262,72/saca.

De acordo com o Cepea, a incerteza sobre o volume a ser produzido na safra 2015/16 tem motivado os produtores a retraírem as vendas, aguardando melhor definição do quadro de oferta e demanda do mercado. O gráfico abaixo resume as informações levantadas pela instituição, em meados de outubro, sobre o volume comercializado nesta temporada em cada região produtora.

  

* Material elaborado pela assessoria técnica do CNC.


CCCMG

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Divulgados os finalistas do 22º concurso Qualidade Minasul de Café



Os finalistas do 22º Concurso Qualidade Minasul de Café já se preparam para a grande final. A relação com os códigos das amostras selecionadas foi divulgada na última sexta-feira (17), na sala de café da Minasul. Foram inscritas 134 amostras sendo 103 de naturais. A prova dessas amostras foi realizada entre os dias 13 e 17 de outubro, no laboratório do Departamento de Cafés Especiais e Diferenciados da Minasul. 

Os finalistas, sendo 20 de Café Natural e 10 de Cereja Descascado são de amostras da safra 14/15. A nota de corte do Concurso foi 83,5 pontos e todo o processo foi feito por comissão de juízes composta de Q Graders que seguiram o protocolo da SCAA – Specialty Coffee Association of America, a Associação Americana de Cafés Especiais. Foram analisados aspectos como aroma/fragrância, sabor, corpo, acidez e after taste (sabor residual). 

Com a revelação dos finalistas ficou comprovado que, nesta edição do Concurso Minasul, houve amostras representativas de quatro das cinco regiões produtoras mineiras: Sul, Chapada, Mantiqueira e Matas de Minas. “Isso mostra que, com o trabalho desenvolvido pelo Departamento de Cafés Especiais da Minasul, em parceria com os Departamentos de Classificação e Técnico, na identificação de cafés com potencial para bebida mole, produtores que nunca participaram de Concursos de Qualidade, foram selecionados para a final. É uma pena ter que escolher apenas 30 amostras, pois a cada ano, a qualidade vem melhorando, deixando nosso Concurso cada vez mais competitivo”, comentou o supervisor do Departamento de Cafés Especiais e Diferenciados, Francisco Lentini.

O Concurso Qualidade Minasul de Café é realizado desde 1993 com o objetivo principal de promover a qualidade do café dos cooperados Minasul junto aos mercados nacional e internacional.
O resultado do concurso com a divulgação dos ganhadores será no dia 30 de outubro. Serão premiadas as 5 melhores amostras de cada categoria. O 22º Concurso Qualidade Minasul de Café é organizado pela Minasul em parceria com órgãos ligados ao Conselho Municipal de Café.

FINALISTA CEREJA DESCASCADO Anita Viviani M. R. Soares
FINALISTA CEREJA DESCASCADO Arnaldo Bottrel Reis
FINALISTA CEREJA DESCASCADO Claudio Esteves Gutierrez
FINALISTA CEREJA DESCASCADO Clóvis Ribeiro Marques
FINALISTA CEREJA DESCASCADO Hamilton Tadeu Torres
FINALISTA CEREJA DESCASCADO Juliano Moreira Reis
FINALISTA CEREJA DESCASCADO Luis Manuel R. Fachada M. Silva
FINALISTA CEREJA DESCASCADO Luiz Carlos Teles de Freitas
FINALISTA CEREJA DESCASCADO Renato Pita Maciel de Moura
FINALISTA CEREJA DESCASCADO Samuel Antônio Reis

FINALISTA NATURAL Adelino R. B. Semboloni
FINALISTA NATURAL Anita Viviani M. R. Soares
FINALISTA NATURAL Celso Vieira Junior
FINALISTA NATURAL Cristina Sério Silva
FINALISTA NATURAL Eduardo Moraes Ferreira
FINALISTA NATURAL Elizabeth Rezende Ferraz
FINALISTA NATURAL Flávio José de C. Ferraz
FINALISTA NATURAL Gustavo Destefani de Souza
FINALISTA NATURAL Heloisa Helena Cruz Carvalho
FINALISTA NATURAL Joaquim Goulart Mendes Filho
FINALISTA NATURAL José Antônio Pinto Filho
FINALISTA NATURAL José Romeu da Cruz
FINALISTA NATURAL Manoel Vilela Ferreira
FINALISTA NATURAL Márcia Maria B. Novaes
FINALISTA NATURAL Maria José V. Rezende Bernardes
FINALISTA NATURAL Moacir Destefani de Souza
FINALISTA NATURAL Morvan Rabelo de Rezende
FINALISTA NATURAL Ricardo Noviello Ferreira
FINALISTA NATURAL Roberto Roquim
FINALISTA NATURAL Wolber Dias de Oliveira

Fonte: Departamento de Marketing e Comunicação Minasul 

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